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[03/07/2008] • 1 comentários

Mas que resto é esse? Gostar de estar juntos não é tudo, não nos pode bastar. Qual o sentido dos nossos silêncios se se perdem em nós? O Mundo é grande e se nos isolarmos mais vazio fica.

Há vida a transformar, e esta nossa partilha permite-nos sair mais ricos. O resto vive na falta que cada pessoa pode ter do Amor que vivemos. Criticamos Briolinda, mas ela acaba por ter razão sem que nós a percamos.

Podemos correr livremente na nossa praia e sentir a areia debaixo dos pés. E isso é maior que os nossos receios.

Chamaste-me… Obrigado! Sem ti pouco mais que o nada podia preencher o meu dia. Por isso vim.

[01/07/2008] • 2 comentários




Gosto de praiar contigo no deserto, se é que deserto se possa chamar aos momentos dos teus silêncios. E são tantos. E tantas as tuas ausências sem jamais me perderes de vista. “Gosto de ti”. Expressão trocada e re-trocada como se de pão se trate. Precisamo-nos nesse mar de emoções boas. O resto, o resto alguém no-lo dirá! Ao jeito, ou de outro, da Briolinda.

[terça-feira, julho 01, 2008] • 2 comentários

...dizem que só no deserto se consegue...escutar o silêncio puro...a total ausência de som...então e o meu som? O som dos meus pensamentos? não causam também eles ruido? Então como raio posso presenciar silêncio absoluto no deserto sem vivenciar silêncio absoluto em mim? Não gosto de vazios interiores...deixam-se desvonfortável...por isso te chamei...e tu não és mais que eu numa voz mais profunda...mas gosto de praiar contigo no deserto...

[29/06/2008] • 4 comentários

Chamaste baixinho mas eu ouvi. Estou habituada a que o faças em surdina. Quando me chamas dessa forma contas-me muito. Contas-me que o que querias mesmo era que fosse eu a chamar-te! Por isso, vim logo. Assim, ainda podes acreditar que quem te chamou fui eu.
Acreditas?
Para mim é mais fácil assim. Tenho de explicar menos pormenores aos outros se disser que quem te chamou fui eu. Se for ao contrário, talvez digam que sou louco.
A Briolinda diria! E não se limitaria só a dizer! Faria com que todos à sua volta o dissessem com mais convicção que a sua própria crença.
Sim, ela não é daquelas que acrescentam pontos aos contos. Conta-o, eventualmente, no meio dos pontos. E pela razão que te chamei não vale a pena dar esta ocupação à Briolinda.
Só te chamei porque quero “escutar o teu silêncio”.