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[12/06/2008] • 4 comentários

Sei que já vem mais que tarde...mas queria molhar a sopa!!
Na sequência dos livros...eu gostava de aconselhar ao Alx "Alma", do Manuel Alegre...pela visão das coisas...sarcástica mas reflectida...À fabi..."Mort" de Terry Pratchett...pela fantasia e pela busca do sonho...À Catarina Sarka..."1001 maneira de cozinhar bacalhau"...não convém esquecer :)
Ao Fran e ao Nuno, bem como a Inês de Pataias "Não há longe nem distância" de Richard Bach...pra mim...porque também conto..."Patagónia Express"...ando constantemente a adiar....e quero desesperadamente ler...

E pra todos..."Nascido num dia azul" de Daniel Tammet...um Savart, também conhecido como autista de espectro elevado, com algo unico...uma capacidade razoável de sociablização e explicação do que pensa e sente...genial..foi o meçhor livro que li este ano!!

[05/06/2008] • 4 comentários

Para todos aqueles que estejam a preparar (ou na eminência de o fazer) actividades para grupos, ou simplesmente para quem queira rever o sentido da vida (da sua ou dos outros), aconselho "A coragem de escolher" de Fernando Savater. Este livro está dividido em duas partes: uma mais teórica que fala da liberdade humana, tendo em conta todos os seus condicionalismos biológicos e simbólicos e uma segunda parte, que aborda, de forma mais prática escolhas que todos somos (ou vamos sendo) obrigados a fazer. A escolha da verdade (ou não!), a do prazer (ou não!), etc.

Para a Marisa e para a Rita (a gémea), recomendo "Pobby e Dingam" de Ben Rice. É um livro Lindo para ser contado aos mais novos ou para ser lido e relido pelos mais crescidos. Fála-nos de dois irmãos que convivem com dois amigos imaginários, nos quais só um deles acredita. Mas acredita tanto, tanto que só a sua crença é suficiente para que uma aldeia inteira se transforme. E mais... não digo!

Para a Su, que fez agora a sua bênção de finalistas e que está já a entrar no delicioso mundo do trabalho (ou não delicioso, às vezes:)), recomendo " A criança que não queria falar" de Torey Hayden. Para este livro é dificil encontrar as palavras justas. Foi dos poucos (muito poucos, mesmo) que me fez chorar. O livro retrata a relação intensa de uma professora com uma aluna de 5/6 anos que já era temida por todos e vista por todos como uma assassina.

[04/06/2008] • 2 comentários


O retrato de Dorian Gray é um “Romance fascinante sobre a imortalidade, a perfeição, a juventude eterna e outras impossibilidades. Publicado em 1890 – com uma segunda edição do ano seguinte, a que o escritor acrescentou seis novos capítulos e um prefácio –, “O Retrato de Dorian Gray” chocou a hipócrita sociedade vitoriana que viu nele um espelho dos seus defeitos, alheio àquelas que considerava serem as suas virtudes. A crítica apressou-se a envolver o romance num escândalo que passou de literário a social quando a relação de Wilde com o Lord Alfred Douglas se tornou pública (em 1891). No prefácio à segunda edição, Wilde distancia-se da polémica (“Não existem livros morais ou imorais. Os livros são mal ou bem escritos. É tudo”) e desencoraja os que procuravam encontrar no seu ciclo de amizades as figuras inspiradoras das suas personagens: “O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida.”
Obcecado pela beleza dionisíaca do jovem Dorian Gray, que conhece numa festa da alta-sociedade londrina em casa de Lady Agatha, Basil Hallward faz dele seu modelo. Nas várias sessões em que Dorian pousa para Basil desenvolve-se entre os dois uma amizade que coloca o artista numa posição de extrema fragilidade. Basil está fascinado pelo perturbador Dorian que, por sua vez, se deixa envolver pelo olhar cínico e irónico de Lord Henry Wotton, o mesmo que define a beleza como uma forma de génio. Confrontado com a beleza do seu retrato e a impossibilidade de a manter para sempre, Dorian promete a sua alma em troca da juventude eterna. Ao longo do romance, o quadro passa de retrato a duplo de Dorian, já que nele se inscrevem todas as marcas que o tempo e o comportamento deviam deixar no homem – é o retrato que envelhece, enquanto Dorian conserva os traços perfeitos que Basil inicialmente fixou.” (síntese do Obvious, sublinhado meu) .



Muitas são as leituras possíveis do romance. Na minha óptica achei-o uma grande antecipação (pré-visão) de tudo aquilo que posteriormente seria catalogado de pós-modernidade. Essencialmente, li-o como um aviso ao devaneio humano que ousa lutar contra o inevitável. Talvez por isso dedico-o ao pe. Zé, esse malandro, que não tem escrito nada por aqui. E dedico-lho porque sei que ele continua, como sacerdote, a dar sentido aos inevitáveis das nossas vidas. Aí a fé supera os romances e escreve histórias muito mais interesssantes.

[quarta-feira, junho 04, 2008] • 1 comentários

Gosto de te ler, gosto do que crias!
Desta vez é a ti que sugiro um livro...Momo de Michael Ende.
Li-o quando tinha 13 anos e ainda hoje ao pegar-lhe provoca-me boas sensações.

É um livro infantil onde a magia transparece a realidade contemporânea...
Para te incentivar, trancrevo:
"Momo ou a estranha história dos ladrões do tempo
e da menina que devolveu aos homens o tempo roubado"
E para aliciar outros possíveis leitores:
"Há um grande segredo, que apesar de tudo é diário.
Todas as pessoas participam dele, todos o
conhecem, mas só poucos reflectem sobre ele.
A maior parte limita-se a aceitá-lo sem
o questionar. Esse segredo é o tempo.
Há calendários e relógios para o medir,
mas pouco significado têm, pois todos sabem
que uma única hora pode parecer uma eternidade ou
então passar como um instante! - consoante aquilo que se vive nela.
Porque o tempo é vida. E a vida mora no coração"

[quarta-feira, junho 04, 2008] • 2 comentários

Olá!! Aqui estou eu, finalmente.
Digamos que estes dias têm sido muito cheios. Entre festas, voluntariado de jazz, despedidas e trabalho final da faculdade, muita coisa me tem ocupado.
É sobre o trabalho final que vos quero falar. Isto porque o cenaculum acabou por ser a rampa para este projecto.
Lembram-se do desafio da Rita? Aí falei sobre dois livros, O Estrangeiro e A insustentável leveza do ser e sobre o facto de levantarem questões sobre justiça e moral humana, que lançaram um grande debate em mim.


No primeiro, Mersault parece conduzir as suas acções condicionadas não por guias morais da sociedade onde vive, mas antes (talvez) impulsos interiores. No final do livro mata um homem na praia. É levado a tribunal e na sua defesa não se considera culpado ou inocente, apenas se justifica através da forte luz do sol que o perturbou naquele momento. É condenado à morte

No A insustentável leveza do ser, Milan Kundera traça um paralelismo entre o mito de Édipo e a situação dos comunistas. Muito brevemente, Édipo mata um homem e casa-se com uma mulher. Mais tarde descobre que estes eram seu pai e sua mãe. Apesar de não o saber aquando da sua acção, Édipo considera-se culpado e condena-se à cegueira, vazando os olhos com agulhas.
Kundera, através de um artigo escrito por Tomas, a personagem principal, pergunta se tendo este exemplo, os comunistas devem ser considerados ou não culpados. Estes lutaram por um ideal que consideravam belo, mas de tão concentrados nessa imagem, não se aperceberam ou secundarizaram (?) as atrocidades que foram cometendo pelo caminho. E assim, não estando plenamente conscientes dos horrores que foram realizando porque toldados pela beleza da sua utopia, tal como Édipo não o estava quando fez o que fez, como devem eles ser julgados?

A partir daqui sabia que queria trabalhar com uma imagem/objecto que fosse reconhecido pela maioria das pessoas como fruto de algo atroz. Construí um edifício bombardeado. No fundo construí um edifício destruído... Uma das paredes tinha dois furos de balas, em que parte do tijolo ficou à vista e de onde partiam rachas.
Entre essa parede e a parede de uma sala estavam uma lupa e uma lâmpada direccionada para os furos. Na parede da sala onde estava a instalação, era assim projectada uma bonita paisagem com duas flores. Deste modo, o que para nós é horrível era percepcionado pela parede da sala como algo belo. A lupa funciona de certe modo como uma ideologia que a parede não tem capacidade de contornar e ver o que nós vemos.
E deste modo, devemos considerá-la culpada ou inocente?

Bom, e agora respondendo ao desafio da Ana:
Recomendo O Estrangeiro de Albert Camus ao António Repolho, se por acaso aqui passares.
A Insustentável Leveza do Ser recomendo a todos, porque levanta questões de tão diversa ordem que poderá tocar a todos, mesmo que de formas muito diferentes.

[03/06/2008] • 0 comentários

sempre fui pessoa de fazer facilmente amizades. e de as cultivar, e de o saber fazer. penso. com a vinda para Lisboa, poucas têm sido as novas. por opção, talvez. ou por falta de oportunidade. não sei.
é para uma dessas poucas e novas amizades que vai a minha primeira recomendação de livro. podem perguntar-me porquê. mas a resposta será sempre um não sei e se sei não acho oportuno dizê-lo.
posso dizer é que além da pessoa em questão, recomendo o livro (ou os livros, o primeiro foi editado em 71 e o segundo em 82, creio) a qualquer pessoa que tenha coragem de se questionar e de questionar tudo o que encontra.
feita a introdução recomendo a leitura da "Peregrinaçãoo Interior-Reflexões Sobre Deus Vol. 01" de António Alçada Baptista ao meu amigo Ricardo mais ou menos lisboeta.

E fica descansado. Não quero "des-ateizarte", passe o neologismo. Apenas abrir-te mais umas portas, ou umas feridas....

[terça-feira, junho 03, 2008] • 4 comentários

..ou recordações?
É sempre especial a recordação que um livro nos deixa - o local onde o lemos, onde o comprámos, como nos sentíamos e a experiência que ele nos deu.
- Para a Maria em especial, mas também para todos os outros, recomendo "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry, porque a vida tem que ser feita das coisas simples, dos sentimentos, das emoções e da beleza do ser. Quando o li já era crescida mas acredito que possa ser uma boa história para miúdos e graúdos.
-Para a Marta, e porque ela é das literaturas, o "Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares porque conta belas histórias de amor, mas traça também a vida do antigamente, a maneira como Portugal vivia e via o mundo, a diferença dos povos e a luta interior por um sonho.
-Um outro livro que gostei recentemente foi "Kafka à beira mar" de Haruki Murakami, é também um romance mas um pouco diferente por ser Japonês. Puxa-nos de um modo hipnótico para um universo interessante mas que nunca chegamos a perceber. Não é um livro fácil mas vale a pena, dá para rir e passar umas boas tardes de inverno à lareira (ou umas tardes de verão na varanda).

[02/06/2008] • 5 comentários

(A Ana Cristina é minha amiga de curso)

Há sempre o risco de já teres lido o livro que te sugiro...mas ainda assim arrisco!

Pela tua calma e doçura, para ti escolhi "Às terças com Morrie" de Mitch Albom.
Relata a vivência de uma doença crónica e inexoravelmente fatal por parte de um professor, sob a forma de curtas entrevistas que se tornam pequenas lições de vida.

Acho que nos transforma o olhar sobretudo neste nosso dia-a-dia entre tanta gente doente, na azáfama das enfermarias...

[segunda-feira, junho 02, 2008] • 4 comentários

Ora bem...Muito obrigada!! Foi com muita pena que não estive em Leiria mas vocês sabem que o meu pensamento estava aí! ;) Vamos lá ver como consigo desempenhar este papel!

Como sei que o tempo voa...
que todos os leitores deste blog tentam arduamente esticar as escassas 24h do dia...
que provavelmente muitos deles se deliciam a devorar livros...
e que cada um tem traços peculiares que fazem de si um ser único e irrepetível...

Porque não aconselharmos um determinado livro, que por uma razão ou outra nos marcou, a alguém específico? Confuso?! (já exemplifico...)

Que o despertar da curiosidade sirva de estímulo à leitura!