[29/06/2008] • 4 comentários

Chamaste baixinho mas eu ouvi. Estou habituada a que o faças em surdina. Quando me chamas dessa forma contas-me muito. Contas-me que o que querias mesmo era que fosse eu a chamar-te! Por isso, vim logo. Assim, ainda podes acreditar que quem te chamou fui eu.
Acreditas?
Para mim é mais fácil assim. Tenho de explicar menos pormenores aos outros se disser que quem te chamou fui eu. Se for ao contrário, talvez digam que sou louco.
A Briolinda diria! E não se limitaria só a dizer! Faria com que todos à sua volta o dissessem com mais convicção que a sua própria crença.
Sim, ela não é daquelas que acrescentam pontos aos contos. Conta-o, eventualmente, no meio dos pontos. E pela razão que te chamei não vale a pena dar esta ocupação à Briolinda.
Só te chamei porque quero “escutar o teu silêncio”.

[domingo, junho 29, 2008] • 2 comentários

Respondendo à proposta do Nuno (que é, indirectamente, de todos), venho então propor o desafio desta semana!

Quem me conhece sabe que eu não gosto de frases feitas! No entanto, a minha proposta vai um bocadinho por aí...

Em primeiro lugar, cada autor escolhe uma expressão (pode ser uma frase, ou não) de um texto que o interpele. Pensei originalmente apenas na Bíblia, mas pode não ser.

A minha ideia é o autor de cada post fazer uma história. Como? A partir de duas expressões: uma que o autor do post anterior lhe deixar e outra a partir da que escolheu. (Era giro se a história fosse do género dos contos populares...) As expressões têm que constar no texto. No final, indica a sua expressão para que o autor que vier a seguir possa construir também a sua história, fazendo assim uma espécie de cadeia.

É claro que se puderem ilustrar a história (tirem uma imagem qualquer da Internet, por exemplo) o post fica muito mais bonito!

Depois Quinta-Feira lanço a segunda parte (que é muito simples)... Espero que a ideia resulte!

Então aqui fica a primeira, para ser usada por quem vier a seguir:

"Aqui estou, pois me chamaste."

Bom trabalho! (E espero que a tarefa não seja demasiado confusa...)

[28/06/2008] • 3 comentários

Caros amigos! O novo animador é o Marco. Por falha minha, já tinha tentado antes mas só hoje comuniquei com ele. Acho injusto que ele não tenha uma semana inteira só para ele, por falha minha. Por isso pedia para ele iniciar no Domingo. Será possivel? Acho que vai ser uma semana a abrir:)

[sábado, junho 28, 2008] • 1 comentários

... o novo animador (NÃO É NUNO?)
e a minha história do "desafio checo"...

[25/06/2008] • 2 comentários

Relembro que o novo animador é para ser nomeado ao Domingo.
Para ter uma semana de trabalho intensa...
Bora lá Nuno!!!!

[quarta-feira, junho 25, 2008] • 0 comentários

de barak ou do artigo que se segue,
há artigos que merecem ser lidos,
também,
e sobretudo,
transversalmente.

AQUI

[24/06/2008] • 3 comentários

Aqui estou eu em Maputo, viva e totalmente embrenhada no espírito moçambicano.
Eles são os mestres nos compromissos, porque raramente os cumprem. Sabem aquela expressão "devagar, devagarinho, parado"? Pois, isto é muito frequente por aqui...

Uma outra expressão é "há-de se fazer"... Por exemplo: "Os contactos não estão feitos!" - resposta: "Há-de se fazer!"

Hoje fui com os dois amigos que tenho ao meu lado ver casas. Dos vários encontros que tínhamos para esta tarde, só conseguimos ver uma! Para servirem uma refeição são capazes de demorar 30 a 60 minutos para entregar a comida!

Portanto, já estou aqui há dois dias mas já sou moçambicana!

Estamos juntos :)

[terça-feira, junho 24, 2008] • 3 comentários

Este desafio do Nuno calhou numa semana engraçada para mim.
Como muitos já sabem, vim de comboio desde Bergen até Lisboa, uma viagem de 10 dias.
Como não havia rotina possível, nunca usei a expressão "não tenho tempo". Mas:

1.passei uma noite em Taizé e no dia seguinte tinha que apanhar os comboios Macon-Lyon, Lyon-Montpellier, Montpellier-Barcelona. Entre cada um desses comboios tinha que esperar cerca de 40 minutos. Eu só pensava "que seca, que tempo perdido... bastavam ser 20 minutos". O primeiro comboio chegou 40 minutos atrasado. Aaaah, não consegui apanhar o segundo previsto! Apanhei outro e apenas por 2 minutos apanhei o último que me ia levar a Barcelona. O único do dia... Ufa...

2.a Laura não leu todas as condições de um bilhete de interrail e assumiu que a última viagem apenas tinha que começar até à meia-noite do último dia. Fazia sentido. Estava eu na minha última etapa, o comboio Madrid-Lisboa, às 23h, quando o revisor apareceu. Em espanhol disse-me que o meu bilhete não era válido e que teria que sair do comboio até à meia-noite. Ou pagar o bilhete na totalidade. Afinal tinha que terminar a minha última viagem à meia noite do último dia. "Mas não tenho dinheiro, nem onde ficar!" Levou o meu bilhete ao superior e toda a noite dormi sobressaltada porque pensava que eles iam voltar. Pensava "Não posso dormir, não posso dormir, para ter poder de argumentação".
Às 2h da manhã um novo revisor ligou as luzes e pediu os bilhetes a toda a gente. "Bolas, e agora? Agora nem sequer tenho bilhete, vou ser expulsa de certeza". Mas afinal o primeiro revisor estava lá e disse ao segundo "Esta é a menina do interrail." (afinal eramos todos portugueses). O segundo, aparentemente superior ao primeiro,disse que já voltava a mim. Apagou as luzes. Mais umas horas de incerteza, até que às 7h da manhã me disse "Este bilhete não é válido, e viajou mais 8h do que o permitido, mas não lhe vou fazer nada." 2º ufa

3. nesta viagem de norte para sul, os dias tornaram-se, progressivamente e num pequeno período de tempo, cada vez mais pequenos. Agora em Bergen já quase não havia noite e era difícil dizer quando dar o dia por findo.

Agora de volta, vou começar período de exames. Calendários de estudo, aqui vamos nós.

[terça-feira, junho 24, 2008] • 11 comentários

E porque o tempo urge e porque parece que o Verão já chegou, diz que!, surge nova proposta para os amigos postadores! Passo a explicar!

Para dar as boas vindas ao Verão, ao calor e às férias pelas quais muitos já suspiram, pensei organizar um jantar/ festa "Refresh" já com as novas tendências da época que tantas coisas giras propicia! ;) Surgiu a ideia entre amigos, ficou gravada na memória! Mas não contentes apenas com uma noite de festa, começámos a "compor" e a "cozinhar" esta ideia! Eis que domingo passado, numa bela esplanada do Pedrogão a agenda ficou completa! Em vez de uma noite propromos então um fim-de-semana!!! E porque não? Afinal a malta quer é convívio confessem!=) sabemos que estão curiosos agora e desertos para saber pormenores...

Cá vai o plano:

Saída de Leiria: dia 11 de Julho (sexta) ao final da tarde (horas a combinar)
Chegada a Leiria: dia 13 de Julho (domingo) ao final da tarde

Destino: Castanheira de Pêra - Parque de Campismo local com boas condições! ;)

Na mochila: comida e bebida para estes dias (depois combinamos consoante as pessoas que forem!), saco-cama, tenda (quem tiver) e tudo aquilo que vos apetecer e for possível e imaginário levar, afinal este vai ser o "nosso fds" de amigos e de boas vindas ao Verão!!! =)

Estamos todos a contar já os dias para este mega evento, certo amigos??? ;)
Proponho ainda que este fds "nos vamos encontrando por aí", na praça por exemplo :p, para irmos acertando pormenores, que dizem?

Agradeço confirmações até dia 8 de Julho (terça-feira) para dar um nr certo no Parque! Bem como todas as sugestões que considerem importantes mas façam-no sempre nesta entrada do blogue ok? Amigos da esplanada estou a esquecer-me de algo? Se sim completem pfv!

P.S.: Este fds não invalida o jantar de "Postadores" em Agosto! ;)

It's going to be a great Summer!! *

[terça-feira, junho 24, 2008] • 0 comentários

O meu tempo passou depressa mas não foi possivel de outra maneira. Ainda assim gostei da participação. Fica uma última dica vinda de o texto que apareceu no último encontro do MCE para o pessoal do Ensino Superior proposto pelo Rafa. Amanhã entrarei em conversações com o Marco para assumir funções como animador.

(...) Daqui a menos de cinquenta anos, eu, Tenzin Gyatso, um monge budista, não serei mais do que uma memória. Na verdade, é pouco provável que qualquer pessoa que esteja a ler estas palavras ainda esteja viva daqui a um século. O tempo passa inexoravelmente. Quando cometemos um erro não podemos pôr o relógio para trás e recomeçar. O mais que podemos fazer é utilizar bem o presente. Por conseguinte, quando chegar o nosso ultimo instante, se pudermos olhar para trás e ver que vivemos uma vida plena, produtiva e significativa, isso reconfortar-nos-á. Mas, se não for o caso, podemos sentir-nos muito desgostosos. Depende de nós.

in Ética para o Novo Milénio, Dalai-Lama

[20/06/2008] • 0 comentários

A pedido da Elsa, num post anterior, postei um texto do Eclesiastes. Mas não fiquei descansado. Fiquei a pensar que o pessoal poderia, simplesmente, fazer uma leitura do “bonito” que o texto é...
Acontece que o texto além de “bonito” é de facto uma pequena lição de vida inserida num texto maior que é uma grande lição de vida.
Para ajudar, espero, deixo aqui uma parte de um trabalho que fiz sobre o Livro do Eclesiastes (confiram ASENSIO V. M. Livros sapienciais e outros escritos, p. 182-208 , se quiserem saber mais).
Também espero que além de gostarem, aprendam um cadito...


O grego ekklesiastes traduz qohelet razoavelmente bem, termo em consonância com o título hebreu, língua em que poderia fazer referência à função do mestre da sabedoria de «convocar/reunir» gente da sua escola. No grego designa aquele que se senta ou fala numa assembleia. “Ainda que o nome pareça, pois designar o autor do livro como membro de uma assembleia, talvez alguém com uma função especial como a de porta-voz, nada sabemos sobre a natureza dessa hipotética assembleia: se era religiosa ou política... académica ou profissional.”
A primeira sensação que experimenta o leitor desta insólita obra é a de se encontrar fora do AT, fora até da literatura sapiencial: “a fé judia na eleição de Israel, no carácter paradigmático da libertação do Egipto e na relação de Aliança entre Javé e o povo eleito primam pela sua ausência”.


Estamos diante de um autor que se propõe uma tarefa muito mais ambiciosa que os dos Provérbios e de Job.
O primeiro, na linha da sabedoria tradicional, propõe aos seus leitores o modo de adquirir um conhecimento que assegure a existência, em todas as suas facetas de prosperidade, felicidade, longa vida e perpetuidade de nome, tendo o temor do Senhor como fio condutor. Daí que a retribuição do homem seja regulada a partir das suas obras: frutos da sua disponibilidade, e resultados do seu conhecimento orientado pelo mesmo temor do Senhor.
Em Job, encontramos uma mudança de acentos: a vítima de uma divindade, nada misericordiosa, só é capaz de suportar a sua agonia na expectativa de recuperar a sua antiga amizade com Deus, que no entanto se esconde por detrás de um impenetrável silêncio. Mas Job faz o seu caminho, sem dúvida, com a certeza de que arriscava a vida, mas com a confiança absoluta no universo e no seu Criador.
Qohelet parece não confiar nem no conhecimento nem em Deus. Não porque não cresse n’Ele, mas porque considera o homem incapacitado para gerir os dons e a presença de Deus neste mundo. “Os autores da sabedoria convencional jamais fariam sua a afirmação de Qohelet: «Detesto a vida, pois vejo que a obra que se faz debaixo do sol me desagrada: tudo é vaidade e correr atrás do vento.» (2, 17).”
Contra tudo, inicia a sua busca, parte do facto de que tudo tem o seu tempo e oportunidade. Mas, enquanto, a sabedoria convencional partia da convicção de que o esforço cognoscitivo, metodicamente dirigido, era capaz de dar com o tempo oportuno para realizar a acção certa, Qohelet não acredita que o ser humano possa desenvolver tal capacidade. É certo que tudo tem o seu tempo (cfr. 3, 17ss.), mas não é menos certo que «não existe obra, nem reflexão, nem conhecimento nem sabedoria» (9, 10) e que «o homem não conhece o seu tempo» (9, 12). “Esta é em definitivo, a mensagem do poema sobre o tempo (3, 1-8).
Nas fronteiras existenciais entre o nascimento e a morte, o homem dispõe de possibilidades significativas. O pior é que é impossível conjugar o momento adequado com a acção apropriada... O drama do ser humano radica na impossibilidade de dar um golpe certeiro no negócio da vida.” Possivelmente o golpe mais duro à tradição sapiencial se encontre em 9, 11, onde Qohelet cita textos da sabedoria convencional e utiliza criticamente o seu imaginário: «a corrida não depende dos mais ligeiros, nem a batalha dos heróis, o pão não depende dos sábios, nem a riqueza dos inteligentes, nem o favor das pessoas cultas: todos estão à mercê das circunstâncias e da sorte».
Se a sabedoria não consegue alcançar os seus propósitos, destino igual tem a honra. Assim, outro paradoxo que o nosso autor encontra é o fracasso da honra e o triunfo dos sem vergonha: «já vi de tudo em minha vida de vaidade: o justo perecer na sua justiça e o ímpio sobreviver na sua impiedade» (7, 15). Como que fica inutilizado o esforço humano. Se o sábio convencional poderia dizer a Qohelet que «o néscio cruza os braços e vai-se consumindo», este poderia responder: «mais vale um bocado de lazer do que dois bocados de trabalho, correndo atrás do vento» (4, 6ss.).
Exame derradeiro é a morte que destrói as eventuais conquistas do homem, tornando-as inúteis. “Neste contexto fica a dúvida se Qohelet deixa a porta aberta à possibilidade da vida com Deus após a morte.” O que permitiria que o homem desse as boas vindas à morte que o libertaria de um mundo oprimido pela violência e pela dor.
Surpreende numa obra canónica judia a afirmação da impossibilidade de conhecer a Deus. Consciente do mistério que envolve a Deus, em vez de percorrer o caminho da adoração, Qohelet expressa um crítico encolher de ombros. O seu Deus “não deixa pistas perceptíveis na Sua criação; a sua actividade é tão misteriosa como a Sua natureza.”
Deus constitui uma espécie de muro contra o qual se estatelam os esforços humanos por O conhecer. Qohelet arrisca neste ponto uma acusação a Deus, ao afirmar o seu convencimento da culpabilidade de Deus no fracasso cognoscitivo do homem, pois o põe à prova para lhe fazer ver que não é mais que um animal: « quanto aos homens penso assim: Deus os põe à prova para lhes mostrar que são animais. Pois a sorte do homem e do animal é idêntica: como morre um, assim morre o outro...».
Diante deste panorama, Qohelet esforça-se para reservar para o homem o disfrute dos prazeres. O único bem que acontece ao homem neste mundo desordenado é comer e beber (cfr. 2, 24; 8, 15; 9, 7-9), enquanto a idade e as forças lhe permitirem (cfr. 11, 7-10), sendo esse o pagamento pelos seus esforços. Contudo longe duma corrente hedonista, “concebe o disfrute das coisas boas como dom de Deus (2, 24; 9, 7b)”

Fica claro que Qohelet se afasta dos esquemas de pensamento e das fórmulas doutrinais oferecidas pelo AT em geral, e pela sabedoria convencional em particular. Contudo, “temos de reconhecer que é relativamente larga a lista de crenças vetero-testamentárias que a obra de Qohelet confirma implícita e explicitamente”: crê num só Deus criador, transcendente e omnipotente; numa humanidade nascida do espírito divino, mas destinada ao pó de que saiu; na liberdade do homem... Claro que está mais interessado pelo indivíduo do que pela comunidade nacional, mas trata-se de um traço típico da velha sabedoria, que comparte com Provérbios e com Job. Contudo, descreve e aceita a impotência humana diante da liberdade de Deus, o que não deixa lugar para a relação pessoal com Aquele. Por isso “nunca o vemos dirigir-se a Deus em diálogo, quer na oração quer na lamentação, para invocar a sua ajuda ou para se queixar amargamente do seu silêncio e da sua injustiça aparente”: contrariamente à atitude de Job ou dos salmistas.




Eclesiates 3, 1-8
Para tudo há um tempo,

para cada coisa há um momento debaixo dos céus:
tempo para nascer, e tempo para morrer;
tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado;
tempo para matar, e tempo para sarar;
tempo para demolir, e tempo para construir;
tempo para chorar, e tempo para rir;
tempo para gemer, e tempo para dançar;

tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las;
tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se.

Tempo para procurar, e tempo para perder;
tempo para guardar, e tempo para jogar fora;

tempo para rasgar, e tempo para costurar;
tempo para calar, e tempo para falar;

tempo para amar, e tempo para odiar;
tempo para a guerra, e tempo para a paz.

[sexta-feira, junho 20, 2008] • 0 comentários

O Valor do Tempo

"Fico sempre surpreendido quando vejo algumas pessoas a exigir o tempo dos outros e a conseguir uma resposta tão servil. Ambos os lados têm em vista a razão pela qual o tempo é solicitado e nenhum encara o tempo em si - como se nada estivesse a ser pedido e nada a ser dado. Estão a esbanjar o mais precioso bem da vida, sendo enganados por ser uma coisa intangível, não aberta à inspecção, e, portanto, considerada muito barata - de facto, quase sem qualquer valor. As pessoas ficam encantadas por aceitar pensões e favores, pelos quais empenham o seu labor, apoio ou serviços. Mas ninguém percebe o valor do tempo; os homens usam-no descontraidamente como se nada custasse.


Mas se a morte ameaça estas mesmas pessoas, vê-las-ás a recorrer aos seus médicos; se estiverem com medo do castigo capital, vê-las-ás preparadas para gastarem tudo o que têm para se manterem vivas. Tão inconsistentes são nos seus sentimentos! Mas se cada um de nós pudesse ter um vislumbre dos seus anos futuros, como podemos fazer em relação aos anos passados, como ficariam alarmados os que só podem ver com alguns anos de antecedência e como seriam cuidadosos a utilizá-los! E, no entanto, é fácil organizar uma quantidade, por pequena que seja, daquilo que nos está garantido; temos de ser mais cautelosos a preservar o que cessará num ponto desconhecido.


Mas não deves pensar que tais pessoas não sabem como é precioso o tempo. Dizem com regularidade àqueles de quem são particularmente chegados que estão dispostos a dar-lhe alguns dos seus anos. E dão-lhos sem estarem conscientes dele; mas a dádiva é tal que eles próprios perdem sem acrescentar nada aos outros. Mas o que de facto não sabem é que estão a perder; assim, podem suportar a perda do que não sabem que se foi."


Séneca, in 'Da Brevidade da Vida'

[sexta-feira, junho 20, 2008] • 1 comentários

Aproveito para partilhar convosco dois textinhos que circulam na net e que de vez em quando temos o privilégio de receber na nossa caixa de correio como que a recordar-nos que "o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança" (António Gedeão).


O Banco do Tempo

"Imagina que existe um banco que, todas as manhãs, adiciona à tua conta €86.400. Contudo, esse estranho banco não transfere o teu saldo de um dia para o outro: todas as noites apaga da tua conta o saldo que não gastaste. O que farias?... Imagino que retirarias todos os dias a quantidade que não tinhas gasto! Pois bem: todos nós temos esse banco. O seu nome é TEMPO. Todas as manhãs, esse banco adiciona à tua conta pessoal 86.400 segundos. E cada noite esse banco retira da tua conta e dá como perdida qualquer quantidade desse saldo que não transformaste em algo proveitoso."



O Relógio da Vida

"Para entender o valor de um ano, pergunta a um estudante que repetiu o curso.

Para entender o valor de um mês, pergunta a uma mãe que olha para um bebé prematuro.

Para entender o valor de uma semana, pergunta ao editor de um jornal semanário.

Para entender o valor de uma hora, pergunta aos amantes que esperam para se encontrar.

Para entender o valor de um minuto, pergunta ao viajante que perdeu o comboio.

Para entender o valor de um segundo, pergunta a uma pessoa que esteve na iminência de ter um acidente.

Para entender o valor de uma milésima de segundo, pergunta ao desportista que ganhou uma medalha de prata nas olimpíadas."

[sexta-feira, junho 20, 2008] • 3 comentários

Eu sei que estou em dívida com todos vós... e tenho ouvido atentamente as vossas vozes a reclamar a minha presença neste espaço, o que muito me lisonjeia, por isso resolvi fazer um intervalinho para me dedicar ao nosso tão caro blog. Podia falar-vos do pouco tempo que me sobra depois dos meus dois empregos, do trabalho que é muito (felizmente!), das responsabilidades da vida adulta e da obrigação de cumprir com as tarefas domésticas... mas optei por tentar responder ao desafio que me colocaram há já algum tempo.

Pedem-me que vos conte uma história sobre um dos amigos deste blog e eu tenho de confessar que esta tarefa se afigura como uma das mais difícies. Primeiro, porque quando olho para trás e procuro lembrar-me de pequenos momentos significativos passados num qualquer encontro de MCE, percebo que as minhas recordações remontam a 1994, momento esse em que muitos de vós deveriam andar no jardim de infância ou na escola primária. E, portanto, as histórias de que me lembro passaram-se com outros personagens.

Consigo lembrar-me, por exemplo, do dia em que me acordaram de repente porque um dos elementos que integrava a equipa do pequeno almoço, quando lhe pediram que ligasse o fogão e pusesse o leite a aquecer, fez isso mesmo: ligou o fogão e colocou o pacote de leite a aquecer, ou melhor, a arder. Panela? "Mas ninguém me tinha dito que era para pôr o leite dentro da panela?". Ok. "Mas é preciso!" E eis se não quando, no segundo take, a mesma personagem liga o fogão e coloca o pacote de leite dentro da panela (assim inteirinho, sem abrir o pacote e vazar o leite).

Lembro-me também do arroz esturrado do Caco que todos fizemos um esforço para comer tal era o seu desalento. E lembro-me também do dia em que o Nuno (um outro Nuno), num "assalto ao castelo", caiu de uma altura de dois ou três metros, de noite, em cima de um monte de silvas. Mas a preocupação dele era a traição de que tinha sido alvo por parte do dono do seu coração. Histórias de outros tempos...

Quanto aos personagens que ainda permanecem, vou-vos contar uma pequena história que se passou numa das primeiras noites do Abílio num acampamento do MCE e que remonta a 1997. Era o último dia do acampamento e, escusado será dizer, ninguém estava com vontade de dormir, excepto o Abílio (novato nestas vidas!). Claro que a piada estava precisamente aí, e por isso, tinhamos arranjado motivo para nos entretermos pela noite dentro. Só que o Abílio, prevendo o que o esperava, resolveu esconder-se tão bem escondido que passámos a noite a tentar descobrir onde é que ele se tinha metido. Organizámos grupos, fizemos sinfonias com as panelas e colheres de pau e até inventámos uma canção para o massacrar. Será que algém ainda se lembra? Era qualquer coisa assim: "Oh papão sai de cima do telhado, oh papão deixa o Abílio dormir, oh papão não sejas tão lixado, que amanhã o Abílio quer sorrir!". Passaram horas, e éramos muitos a procurar, e eis se não quando, avistamos, por detrás de um muro muito alto, uma pontinha de qualquer coisa que parecia uma peça de vestuário ou qualquer coisa parecida. Pois é, era mesmo a pontinha do saco de cama do Abílio. E, qual "gato escondido com rabo de fora", o Abílio teve mesmo que se juntar à farra!

E pronto, agora a bola está do teu lado Abílio!

[sexta-feira, junho 20, 2008] • 1 comentários


em, "Um livro para todos os dias" da Planeta Tangerina

[sexta-feira, junho 20, 2008] • 5 comentários

Desculpem por ter chegado atrasado... mais uma vez! Este é um vício que tento mudar quase todos os dias mas nem sempre corre muito bem!... Embora a época seja um pouco conturbada não quis deixar de aceitar o desafio porque tenho sentido bastante falta destas andanças. A reflexão que propunha para a recta final desta semana é exactamente sobre tempo. Não aquele tempo do "Tá frequinho e tal!" mas um tempo em sentido mais lato, o Nosso Tempo. Uma das questões diz respeito à frequência com que usamos a desculpa “tempo” para camuflar outras desculpas socialmente menos aceites. Por outro lado: Será que somos vítimas do que nos impõem e por isso corremos ou temos vontade planeamos e escolhemos?
Os meus dias têm sido passados com a ideia de que quase tudo o resto para além da escola é perca de tempo e tenho verificado que a dedicação quase exclusiva à escola não se tem reflectido em maior produção. Tem dado sim lugar a um certo vazio que ainda não consigo explicar muito bem.

Os desafios que lanço para este final de semana e que gostaria que partilhassem são os seguintes:
Desafio teórico: Nesta semana quantas vezes utilizaram o tempo, ou a falta dele como desculpa para deixarem de fazer alguma coisa importante para vocês ou para outros?
Desafio prático: Gastar tempo a fazer algo que já não fazem há muito tempo ou com alguém com quem já não estão há muito.

[19/06/2008] • 4 comentários

...que o povo dá conta que há mais coisas a acontecer...que o Scolari finalmente vai de vela...que que me dão a razão por eu dizer que o Ricardo não devia jogar este jogo porque é uma nódoa em centros...
...é ainda agora que as pessos realmente reparam em quem está ao seu lado quando estão a pensar dinamitar alguma coisa...e é agora que o Fado e Fátima consideram a justiça feita, porque afinal de contas também gostam de ter atenção...e devo confessar que muito me admira o santuário não ter um ecran gigante e 3 barracas de imperial!!!

só pr'a envenanar!!

[18/06/2008] • 4 comentários

Olá Abílio muitos Parabéns! Que tenhas um dia cheio de coisas boas!
Abraço

Fátima Mamede

[quarta-feira, junho 18, 2008] • 7 comentários

Abílio! Parabéns!

[17/06/2008] • 13 comentários

Assim, muito resumidamente, deixo aqui uma breve análise dos animadores que foram e dos que ainda podem ser (mantendo a lógica da novidade).
nuno(ito) -tá a ser
Whisper (FRan) -já foi
Mariana Marques -já foi
Vasco zeferina -já foi
Marta* -já foi
Libelinha -já foi
anacruz -já foi
P.A. -já foi
Rafa -já foi
Rita (a gémea) -já foi
Ostógio -já foi
Elsa* -já foi
[adriana oliveira] -já foi
Carlita* -já foi
Joaninha* -já foi
Zé Henrique -já foi
Pê -já foi
Alx -já foi
Catarina -já foi
verita -já foi
Laura Marques -já foi
Ricardo Vieira -já foi
Fabi -já foi, mas anda desaparecida


nuno Antunes -ainda não foi
Marcinha -ainda não foi, mostrou indisponibilidade
P Orfao -ainda não foi, e nunca mais disse nada.
Ana Fonseca -ainda não foi, e nunca mais disse nada
Raquel Rita -ainda não foi, e nunca mais disse nada
Marco -ainda não foi, e nunca mais disse nada
teresa -ainda não foi, e nunca mais disse nada
Tó Rico Fernandes -ainda não foi, e nunca mais disse nada
Lenia Alves -ainda não foi, e nunca mais disse nada
Ana Isabel -ainda não foi, e nunca mais disse nada

(espero ter feito uma síntese sem erros; senão, as minhas desculpas...)


Agora, gostaria de pedir alguns conselhos.
Tenho ouvido vários.
Inclusive no sentido de acabar com o blogue.
Tenho-me mantido renitente.
Não só porque sou teimoso (como toda a gente sabe) mas porque acho que ele continua a ser um espaço “engraçado”, onde nos espreitamos e partilhamos.
Talvez não ao gosto de todos, mas é o que se pode arranjar...


-que tal fazer uma “assembleia geral” dos postadores lá para o Verão? (mais um jantar, ou lanche ou até chá.... ehehehe);
-ideias para continuar a dinamizar este espaço (vamos continuar com a animação semanal) quando dermos a volta a todos?
-acham boa ideia voltarmos a escrever histórias de nós e entre nós do passado?
-outros assuntos relacionados com o blogue...
-o Banco de Conhecimento Comum, tem estado esquecido...


Agradecia é que os comentários fossem feitos nesta entrada.
Para não dispersarmos as opiniões...

Então até já!