[21/01/2008] • 5 comentários

estava sozinha na culturgest. cheguei a uma sala a meio caminho e deparei-me com este imenso azul (azuis). pela primeira vez senti uma verdadeira proximidade com uma obra...

tenho pena de só ter esta imagem para mostrar. no canto inferior direito mal se consegue ver as pessoas que foram achadas "mortas no mediterrâneo":


File Title: Secrets in the Open Sea
http://www.theatlasgroup.org/data/TypeFD.html

5 comentários:

Augusto Ascenso Pascoal disse...

Talvez tenha sido influência da luz que me entrava pela janela, através da qual me demorei, nem sei bem quanto tempo,contemplando o céu azul... estranhamente azul, para esta quadra do ano... Quem foi que disse que esta era a cor da esperança? A não ser pela sugestão de outros mundos, escondidos na imensidão do seu silêncio.
Terá sido isso que me prendeu a este quadrado azul, aparentemente sem nada, além do azul, claro.
Um azul que dá eloquência àquele "Secrets in the Open Sea"!
Que espanto so os oxímoros deste título me fazem recordar Fernado Pessoa?
Parabénsa à juventude do Cenáculo!
AP

alx disse...

Para ajudar:

Wikipédia, a enciclopédia livre.


Oxímoro ou oximoro (do grego ὀξύμωρον, composto de ὀξύς "agudo, aguçado" e μωρός "estúpido") é uma figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão, formando assim um terceiro conceito que dependerá da interpretação do leitor.

Dado que o sentido literal de um oximoro (por exemplo, um instante eterno) é absurdo, força-se ao leitor a procurar um sentido metafórico (neste caso: um instante que, pela intensidade do vivido durante o mesmo, faz perder o sentido do tempo). O recurso a esta figura retórica é muito frequente na poesia mística e na poesia amorosa, por considerar-se que a experiência de Deus ou do amor transcende todas as antinomias mundanas.

O contrário de oximoro é pleonasmo.

Exemplos de oximoros
inocente culpa
lúcida loucura
silêncio eloqüente
gelo fervente
tácito tumulto
ditadura democrática
ilustre desconhecido

Augusto Ascenso Pascoal disse...

Parabéns, meu caro alx!
Gostava apenas, não de corrigir, mas de completar, com duas ou três observações: Claro que não gosto demasiado da Wikipédia, que não prima pelo rigor científico. Mas, quanto à explicação de oxímoro, tenho apenas de acrescentar que,apesar do significado dos elementos que entram na composição da palavra, penso que não tem nada a ver com estupidez.
Podíamos dizer que o oxímoro é uma forma especial de antítese.
E, para ilustrar, permito-me juntar aos teus exemplos, o poema de F. Pessoa: é uma homenagem aos poetas do cenáculo:

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

Laura Marques disse...

não sabe como fiquei feliz por esta imagem lhe ter provocado uma sensação tão similar à minha.
apesar de ter estado em frente de vários azuis de muito superiores dimensões, penso que não será difícil encontrar um pouco desse espanto também aqui.

até breve!
laura

Laura Marques disse...

sendo que, cada um desses azuis representa um grupo de pessoas que só perante as obras originais se consegue desvendar.

este azul, escolha minha dentro de um grupo de diferentes oito azuis, foi arbitrária, talvez influenciada pela minha disposição nesse dia.

talvez também pela influência da estranha cor do céu nesta quadra.

Enviar um comentário